Possivelmente o maior perito actual na história social, visual e cultural da cor, Michel Pastoureau é historiador, medievalista e professor catedrático na École Pratique des Hautes Études, em Paris, onde, a partir de 1983, se tornou responsável pela cátedra de História da Simbologia Ocidental, depois de ter trabalhado no departamento de moedas, medalhas e antiguidades da Biblioteca Nacional de França. Conhecido pelas suas contribuições radicais em disciplinas diferentes, publicou mais de quarenta livros sobre a história das cores, dos animais e dos símbolos, e o seu trabalho também lidou, durante mais de quarenta anos, com a história dos emblemas e os campos associados da heráldica, da sigilografia e da numismática, recorrendo a fontes históricas, literárias e artísticas.
Além de obras extensas sobre o tema da cor, como o Dicionário das Cores do Nosso Tempo (1992), o Petit livre des couleurs (2005), com Dominique Simonnet, ou o premiado livro autobiográfico Les couleurs de nos souvenirs (2010), Michel Pastoureau escreveu também uma série monumental e aclamada de livros sobre cores no mundo ocidental, Azul (2000), Preto (2008), Verde (2013), Vermelho (2016), Amarelo (2019), Branco (2022) e, recentemente, Rosa (2024), traduzidos em dezenas de línguas e publicados também em Portugal. Numa conversa com a Electra, o autor revê a sua longa ligação às cores, que se espraia durante séculos de história, e cruza disciplinas como religião, política, economia, sociologia, literatura e arte. Como afirmou Pastoureau, a história da cor pertence à «história móvel do conhecimento».



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